Antas e Necrópoles são monumentos funerários
construídos por volta do V milénio antes
da nossa era.
Em Garvão, encontra-se em vários locais
este tipo de construção pré-histórica
denominada cultura Megalítica, termo aplicado
ao costume de edificar monumentos funerários,
religiosos e astrónomos, com grandes blocos de
pedra bruta e rudemente afeiçoada, como Menires,
Antas ou Dólmens e cromeleques.
Anta, é a designação tradicional
para o túmulo megalítico, também
conhecido por Dólmen, que consta de um conjunto
de grandes pedras aprumadas (esteios), formando uma
câmara.
A câmara é por vezes precedida de um corredor,
sobre o qual assenta uma laje maior, popularmente conhecida
por Mamoa, como é o caso da Mamoa da Estação
de Garvão, junto à linha do caminho de
ferro.
Tudo leva a crer que esta Anta, ainda se mantém
intacta e que faz parte de um conjunto de três
monumentos pré-históricos identificados
nos anos 60, dos quais se conhece também os vestígios
de outra Anta, junto a uns chaparros, desconhecendo-se
por completo o paradeiro do terceiro monumento.
Por vezes, no interior destes túmulos, encontra-se
as ossadas dos corpos ali depositados, acompanhados
por espólios votivos, constituídos por
recipientes de cerâmica, objectos de pedra talhada
e polida, adornos e outros artefactos de cariz simbólico
(placas de xisto gravadas, ídolos, báculos,
etc.).
Também nas faces dos esteiros se encontram frequentemente
pinturas
ou insculturas esquemáticas e estilizadas.
As Necrópoles são conjuntos de várias
sepulturas, geralmente térreas como as identificadas
na estrada velha para a Estação das Amoreiras.
Foram descobertas pelo autor e dado a conhecer aos serviços
Arqueológicos oficiais, que procederam em 1997
a uma intervenção arqueológica
na Necrópole da Estrada do Arzil, através
de um subsídio da Associação Defesa
do Património de Garvão.
A outra Necrópole situa-se na mesma Estrada,
como já foi referido, na Herdade do Monte Ruivo,
antes do Monte da Ribeira de Baixo.
Ambas situam-se em plena estrada que, com o desgaste
efectuado no terreno, com o passar dos veículos
pôs a descoberto as Lages das sepulturas.
Na Barragem da Rocha, mesmo dentro da Albufeira da Barragem,
é visível, em anos de seca acentuada,
com a consequente baixa das águas, uma Anta em
razoável estado de conservação.
No Monte do Pardieiro, em São Martinho das Amoreiras,
na estrada para a Corte Malhão, encontra-se uma
necrópole, de onde o proprietário, actualmente
a residir em Garvão, doou uma Estela Epigrafia
Ibérica, para o Futuro Museu Arqueológico
de Garvão. Antas