Plano das Cortes Reais, Garvão e Panoias tinham assento no banco décimo quarto e Ourique no banco décimo quinto.

 


Paços do Concelho
do extinto Concelho de Garvão



Torre do Sino
No canto superior esquerdo dos Paços do Concelho


Brasão
Na frontaria do Paços do Concelhos



Mapa dos Concelhos Alentejanos
Antes da extinção do Concelho de Garvão em 1936



Francisco Zacarias
(Chico Cezília)
Ùltimo Regedor em Garvão



Serro da Forca
No canto superior esquerdo


 

 

CONCELHO DE GARVÃO E PAÇOS DO CONCELHO

O concelho de Garvão era formado por duas freguesias, freguesia de Garvão e freguesia de Santa Luzia, abrangendo as respectivas áreas administrativas das actuais freguesias.

O concelho foi extinto por volta de 1836, pelas reformas de Mouzinho da Silveira após a vitória liberal na primeira metade do século XIX. Em poucos anos, o número de Concelhos do distrito de Beja passou de 32 para 14 concelhos em 1878, sendo o concelho de Garvão um dos extintos.

O concelho de Garvão tinha a prerrogativa de enviar procuradores às cortes do reino onde tinha assento no banco décimo quarto.

A vila de Garvão, no princípio da Nacionalidade, já deveria vir experimentando alguma forma de autonomia ou organização administrativa, para em 1267 ter recebido o foral, dezanove anos depois da consolidação do reino com a total conquista do Algarve aos mouros.

Portugal no seu alvorecer, era uma terra de reconquista à moirama, que urgia povoar e assimilar os povos, incluindo Mouros e Judeus, que por aqui tinham ficado depois da reconquista cristã.

Os reis, logo no início da reconquista, faziam grandes concessões de terras às ordens militares e eclesiásticas assim como aos nobres e outros cavaleiros que se distinguiam nas lutas contra os Mouros, para as defenderem e povoarem.

A partir sensivelmente do século X, com a consolidação dos Reinos Ibéricos, das terras tomadas aos Mouros, as populações, das vilas e lugares do reino mais importantes, começaram a organizar-se administrativamente, algumas à revelia de reis e senhores, no sentido de disporem de meios próprios que lhes permitissem resolver as suas necessidades mais imediatas, não só administrativas mas também sociais e económicas.

Esta auto-organização, era reconhecida, pelos governantes, primeiramente, pela atribuição de “cartas de povoamento” e, mais tarde, pela atribuição do “Foral”.

A Casa da Câmara, também conhecida como os antigos Paços do Concelho de Garvão, é um edifício antigo e apresenta na sua fachada principal um brasão de armas e um sino no topo superior direito.

A sua arquitectura original, apresenta-se bastante adulterada pelas várias obras efectuadas, nomeadamente pelo fecho de janelas tipo “frestas medievais” ou pelo reboco de tectos abobadados, como na sede da Junta de Freguesia.

O edifício tem sido utilizado, ao longo dos tempos, como escola, cadeia, por associações e hoje, para além de ser a sede da Junta de Freguesia, apresenta espaços de apoio a outras actividades.

Nos antigos Paços doConcelho de Garvão existe na sua frontaria um brasão.
Este brasão encontra-se bastante danificado por ter sido sucessivamente alvo de abandono e até mesmo de incúria e vandalismo, ainda em 1992 aquando da caiação da Casa da Câmara, o brasão foi pura e simplesmente caiado por cima como se não existisse.
Contudo a sua maior mutilação ocorreu pela implantação da República, em 1910, quando um fervoroso republicano de nome Caetano Rosa, armado de escropo e martelo, começou por danificar o brasão e mais não destruiu porque alguém, adepto da monarquia, lhe tirou a escada onde se encontrava empoleirado.

No mapa dos Concelhos Alentejanose Algarvios em 1826, o Concelho de Garvão está marcado pelo círculo vermelho.
Existiam no distrito de Beja cerca de 32 Concelhos, a maior parte dos quais seriam extintos nos anos seguintes pela reforma de Mouzinho da Silveira, depois da vitória das forças liberais, na guerra civil de 1832-1834.
Em 1842, já só existiam, no Distrito de Beja 17 Concelhos e em 1878 o seu número tinha baixado para 14.

FRANCISCO ZACARIAS TAMBÉM CONHECIDO POR CHICO CEZÍLIA -ÚLTIMO REGEDOR EM GARVÃO
Francisco Zacarias de nome completo, nasceu em Garvão a 13 de Setembro de 1920.
Foi o último Regedor da Vila de Garvão, tradição centenária de que foi o último representante em Garvão.
Os Regedores de freguesia, eram Magistrados Administrativos, tinham como funções olhar pela segurança e ordem pública e certas obrigações administrativas, hoje geralmente desempenhadas pelas Juntas de Freguesia e autoridades de segurança pública.
Primeiramente eram eleitos,mas pela lei de 29 de Outubrode 1840, passaram a ser nomeados pelos Administradores do Concelho, actuais presidentes de Câmara, até que devido às várias reformas administrativas, as suas atribuições, foram-se diluindo pelas várias entidades entretanto criadas, Juntas e Assembleiasde Freguesias e criação da GNR em 1911, até que esvaziados dos seus poderes o cargo foi formalmente extinto depois do 25 de Abril de 1974.

SERRO DA FORCA
É frequente encontrar-se junto a certas povoações, locais como o Serro da Forca em Garvão ou Serro dos Enforcados em Panóias, local onde, dizem os antigos, eram executadas as sentenças de condenados à morte e enforcados. Click para ler artigo sobre o Cerro da Forca.



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