FRANCISCOS

Próximo da vila de Garvão e a cerca de 1 km no sentido da Aldeia das Amoreiras, fica situado o Monte dos Franciscos, propriedade agrícola, actualmente integrado na Herdade do Arzil.

Existe aqui grande concentração de vestígios arqueológicos predominantemente Romanos, incluindo telharia e outras cerâmicas, muros, restos de solos e ainda casas abobadadas; hoje, uma boa parte destruídas, assim como alguns muros que se elevavam acima do terreno e que “estorvavam” a agricultura.

O próprio “Monte dos Franciscos”, como monte tradicional alentejano, com casa de habitação e cómodos agrícolas, foi também terraplanado nos anos de 1980, continuando, ainda hoje, aquele local a ser conhecido por “Franciscos”.

A construção neste local deve, em tempos, ter sido imensa e abrangendo uma área considerável, pois ao longo dos anos, a população de Garvão tem acarretado pedras dos “Franciscos”para a construção de casas e outras obras na vila.

Foi daqui que, conjuntamente com uma carrada de outras pedras, para encher caboucos de uma casa na vila, situada entre o Largo da Palmeira e o Largo da Amoreira, foi encontrada uma pedra com letras desenhadas.

Essa pedra foi objecto de estudo e publicação, por parte dos serviços oficiais de Arqueologia. Trata-se de uma lápide funerária vulgarmente denominada por“Estela Romana”, reproduzida noutro capítulo.

A posterior sondagem arqueológica no Monte dos Franciscos, veio confirmar estar-se na presença de uma importante estação arqueológica que se havia de proteger e salvaguardar.

A prova da importância arqueológica dos “Franciscos” ficou bem patenteada quando, após estudos arqueológicos, o traçado da projectada Estrada Nacional para ligar Garvão à Aldeia das Amoreiras e a São Martinho das Amoreiras foi alterado.

Essa nova estrada estaria projectada para passar precisamente por cima da parte dos Franciscos onde se encontra uma maior proliferação de vestígios antigos, principalmente cerâmicas e muros.

É de referir que o percurso utilizado para estas localidades, antes da construção desta nova estrada, era a Estrada Real do Algarve, que sucedeu à milenária Estrada Romana, que passa pelos Franciscos.

Ainda hoje, esta estrada antiga é utilizada em parte para caminho de gado e pelas poucas carroças de tracção animal, que ainda existe.

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